Festival Virada da Virada

Festival realizado em novembro de 2019, em prol da valorização do voluntariado, criado pela Turma do Bem e GRAACC, duas das maiores ONGs do país.

Arquitetos Colaboradores e Co-criação de Projeto // Guilherme Bullejos, Leticia Crozara , Renan Merlin.

 

Designer Colaborador // Gustavo Bauer

 

Arquiteta Colaboradora// Elky Araújo

 

Produção Executiva // Cacá Ribeiro, Barbara Bicudo e Luzinha Noleto (Luz.is)

 

Fotos // Mariana Smania

A Virada da Virada, realizada na Fundação Bienal de São Paulo em novembro de 2019, foi resultado da união entre a Turma do Bem e o GRAACC, duas das maiores ONGs brasileiras, pela realização do maior evento de voluntariado do país. O evento discutiu temas e causas sensíveis e reforçou a importância do voluntariado por meio de uma programação formada por mais de 100 palestrantes, 5 palcos, 3 exposições, feira com mais de 80 ONGs de todo o Brasil, comidas feitas por imigrantes e refugiados, intervenções artísticas e outras atividades.

A exposição do GRAAC, levou os espectadores a uma rápida imersão em histórias de crianças com câncer que foram ilustradas por artistas. As casinhas criadas para a exposição, convidavam o público a chegar mais perto das histórias, e criava uma interação emocional.

A segunda exposição foi do projeto Apolônias do Bem, criado pela Turma do Bem, que transforma o sorriso de mulheres vítimas de violência doméstica. Vinte participantes que perderam os dentes por causa de agressões foram retratadas por vinte fotógrafas, todas mulheres, antes e depois do tratamento odontológico. A cenografia da exposição foi desenhada com a intenção de contextualizar simbolicamente os muitos momentos em que essas mulheres olharam para as portas de suas casas e imploraram pela liberdade. Momentos decisivos para um grito de liberdade, um pedido de socorro, uma fuga, ou até memso uma coragem de denunciar os maus tratos que sofriam. A porta simboliza essa liberdade. E as imagens foram expostas em portas, onde as fotos de antes do tratamento estavam fixadas nos lados pretos, simbolizando a escuridão da vida que viviam; e as fotos de depois do tratamento estavam fixadas nos lados brancos das portas, representando a luz, a claridade da liberdade que sentiram depois de receberem o tratamento e terem seus sorrisos resgatados.

A cenografia do espaço do Instituto C&A foi pensada de forma que pudesse representar a força da cadeia da produção de moda, a importância de cada ponto da rede. Isso foi representado com bastidores de madeira conectados formando uma grande teia. Alguns dos bastidores continham mensagens e perguntas que geraram provocações e reflexões ao público. No mesmo espaco, 5 ONGs apoiadas pelo Instituto C&A expuseram seus produtos para venda.

Durante o evento, a Turma do Bem realizou uma triagem gratuita para selecionar crianças e jovens de baixa renda e estudantes de escola pública, para receberem tratamento odontológico gratuito.

O restaurante Mundo, instalado no mezanino do prédio da Bienal, foi coordenado pelo Migraflix, organização que apoia imigrantes na construção de seu protagonismo no Brasil. Ao todo foram 14 chefs de 9 países que prepararam pratos típicos e cheios de personalidade e história.

Além de tudo isso, o evento contou com o suporte da produtora Luz.is, para cuidar de todo o impacto ambiental gerado. A Virada da Virada recebeu o certificado de neutralização de carbono da Eccaplan, pela neutralização de 8.950kg de CO2. Recebeu também o certificado Sou Resíduo Zero, por destinar corretamente todos os resíduos recicláveis, totalizando cerca de 7.055kg. Além do impacto ambiental positivo, o evento gerou renda para pelo menos 1 família.

O projeto também contou com uma instalação de 25 metros de comprimento (foto de capa do projeto na homepage aqui do site), do artista Gustavo Silvestre, idealizador do projeto Ponto Firme, que usa o crochê como forma de ocupação para detentos.